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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

¡El cantante Ray Titto y su guitarra de santería!




A santeria cubana é uma religião da nação Yorubá muito popular não só em Cuba, como em muitos países da América Latina. Isso porque ela representa a fusão entre a tradição folclórica trazida pelos escravos africanos e as práticas católicas impostas pelos colonizadores espanhóis.

Apesar de pesquisadores afirmarem que a utilização de santos católicos era apenas uma maneira de burlar o sistema escravista, a santeria cubana carrega elementos do sincretismo religioso. Além disso, a religião afro-cubano também cultua um Deus superior e divindades sagradas que atendem músicos da noite e todos os seres humanos.


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

RayTitto e Los Fabulosos Calabares na Fazenda Churrascada


 Fenômeno Fazenda Churrascada abre filial em Brasília
Restaurante que virou sensação em São Paulo abre as portas na capital do país no histórico Clube de Golfe, no menu tem até a carne mais valiosa do mundo.

terça-feira, 23 de julho de 2019

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Rock Rural do Cerrado - Ray Titto e Os Calabares



Nossas canções falam do povo da América do Sul de forma universal, o que é comum a toda alma e experiência humana. Os campos verdes, seus pastos, o caminho das águas do degelo da Cordilheira dos Andes, das canoas que descem o rio Amazonas trazendo esperança e dor de todos os povos originários, numa galeria de ícones latinos que enlaçam o conceito do show em escaldantes ritmos ou num avermelhado por do sol.

"Tambor solitário
Bandido, perdido, rebanho e pastor
Huapango, a milonga, o tango, a catira
O punhal e o facão
A viola de cocho, o charango, a guitarra
E um bandoneon
O fuzil, a pistola
E uma granada en mi corazón..."

Trecho música "Gringo!"

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

João Carcará Do Vale



Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará

João do Vale, uma das figuras mais importantes da música popular brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente de seu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular. Isso se deve ao fato de queJoão do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é o grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Valese tornou um nome nacional, já tinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no Sul ninguém ainda ouvira falar nele. Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mais, quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir, ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra. Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que resida a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo.

Ferreira Gullar