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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

RayTitto e Los Fabulosos Calabares na Fazenda Churrascada


 Fenômeno Fazenda Churrascada abre filial em Brasília
Restaurante que virou sensação em São Paulo abre as portas na capital do país no histórico Clube de Golfe, no menu tem até a carne mais valiosa do mundo.

sábado, 4 de maio de 2019

Michael Moran, un maestro ecuatoriano en el Cerrado



Estudante de música desde os 7 anos em conservatório no Equador. Leitura fluente de partituras e conhecedor de teoria musical. Estudou vários instrumentos, mas especializou-se em violino, instrumento com o qual já atuou em variados grupos musicais. Passeia entre o repertório erudito e popular, com ampla experiência no estilo"mariachi" e música ambiental.

Ecuador es un verdadero crisol de etnias y culturas. Indígenas, afroecuatorianos, mestizos y descendientes de españoles se reparten sobre la costa, la sierra, el oriente y la región insular. Aunque el idioma oficial del país es el castellano, en el territorio ecuatoriano también conviven lenguas indígenas como el kichwa shimi, awapit, paicoca y záparo, entre otras.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

“Aí está Minas: a mineiridade”: uma declaração de Amor de Guimarães Rosa


Minas Gerais

Minas é a montanha, montanhas, o espaço erguido, a constante emergência, a verticalidade esconsa, o esforço estático; a suspensa região — que se escala. Atrás de muralhas, caminhos retorcidos, ela começa, como um desafio de serenidade. Aguarda-nos amparada, dada em neblinas, coroada de frimas, aspada de epítetos: Alterosas, Estado montanhês, Estado mediterrâneo, Centro, Chave da Abóbada, Suíça brasileira, Coração do Brasil, Capitania do Ouro, a Heroica Província, Formosa Província. O quanto que envaidece e intranquiliza, entidade tão vasta, feita de celebridade e lucidez, de cordilheira e História. De que jeito dizê-la? MINAS: patriazinha. Minas — a gente olha, se lembra, sente, pensa. Minas — a gente não sabe.

Sei, um pouco, seu facies, a natureza física — muros montes e ultramontes, vales escorregados, os andantes belos rios, as linhas de cumeeiras, a aeroplanície ou cimos profundamente altos, azuis que já estão nos sonhos — a teoria dessa paisagem. Saberia aquelas cidades de esplêndidos nomes, que de algumas já roubaram: Maria da Fé, Sêrro Frio, Brejo das Almas, Dores do Indaiá, Três Corações do Rio Verde, São João del Rei, Mar de Espanha, Tremendal, Coromandel, Grão Mogol, Juiz de Fora, Borda da Mata, Abre Campo, Passa Tempo, Buriti da Estrada, Tiros, Pequi, Pomba, Formiga, São Manuel do Mutum, Caracol, Varginha, Sete Lagoas, Soledade, Pouso Alegre, Dores da Boa Esperança… Saberei que é muito Brasil, em ponto de dentro, Brasil conteúdo, a raiz do assunto. Soubesse-a, mais.

Sendo, se diz, que minha terra representa o elevado reservatório, a caixa-d’água, o coração branco, difluente, multivertente, que desprende e deixa, para tantas direções, formadas em caudais, as enormes vias: o São Francisco, o Paranaíba e o Grande que fazem o Paraná, o Jequitinhonha, o Doce, os afluentes para o Paraíba, e ainda; — e que, desde a meninice de seus olhos-d’água, da discrição de brejos e minadouros, e desses monteses riachinhos com subterfúgios, Minas é a doadora plácida.

Sobre o que, em seu território, ela ajunta de tudo, os extremos, delimita, aproxima, propõe transição, une ou mistura: no clima, na flora, na fauna, nos costumes, na geografia, lá se dão encontro, concordemente, as diferentes partes do Brasil. Seu orbe é uma pequena síntese, uma encruzilhada; pois Minas Gerais é muitas. São, pelo menos, várias Minas.

A que via geral se divulga e mais se refere, é a Minas antiga, colonial, das comarcas mineradoras, toda na extensão da chamada Zona Mineralógica, a de montes de ferro, chão de ferro, água que mancha de ferrugem e rubro a lama e as pedras de córregos que dão ainda lembrança da formosa mulher subterrânea que era a Mãe do Ouro, deparada nas grupiaras, datas, cavas, lavras, bocas da serra, à porta dessas velhas cidades feitas para e pelo ouro, por entre o trabeculado de morros, sob picos e atalaias, aos dias longos em nevoeiro e friagem, ao sopro de tramontanas hostis ou ante a fantasmagoria alva da corrubiana nas faces de soalheiro ou noruega, num âmbito que bem congrui com o peso de um legado severo, de lástimas avaliadas, grandes sinos, agonias, procissões, oratórios, pelourinhos, ladeiras, jacarandás, chafarizes realengos, irmandades, opas, letras e latim, retórica satírica, musas entrevistas, estagnadas ausências, música de flautas, poesia do esvaziado — donde de tudo surde um hábito de irrealidade, hálito do passado, do longe, quase um espírito de ruínas, de paradas aventuras e problemas de conduta, um intimativo nostalgir-se, que vem de níveis profundos, a melancolia que coerce.

Essa — tradicional, pessimista talvez ainda, às vezes casmurra, ascética, reconcentrada, professa em sedições — a Minas geratriz, a do ouro, que evoca e informa, e que lhe tinge o nome; a primeira a povoar-se e a ter nacional e universal presença, surgida dos arraiais de acampar dos bandeirantes e dos arruados de fixação do reinol, em capitania e província que, de golpe, no Setecentos, se proveu de gente vinda em multidão de todas as regiões vivas do país, mas que, por conta do outro e dos diamantes, por prolongado tempo se ligou diretamente à Metrópole de além-mar, como que através de especial tubuladura, fluindo apartada do Brasil restante. Aí, plasmado dos paulistas pioneiros, de lusos aferrados, de baianos trazedores de bois, de numerosíssimos judeus manipuladores de ouro, de africanos das estirpes mais finas, negros reais, aproveitados na rica indústria, se fez a criatura que é o mineiro inveterado, o mineiro mineirão, mineiro da gema, com seus males e bens. Sua feição pensativa e parca, a seriedade e interiorização que a montanha induz — compartimentadora, distanciadora, isolante, dificultosa. Seu gosto do dinheiro em abstrato. Sua desconfiança e cautela — de vez que de Portugal vinham par ali chusmas de policiais, agentes secretos, burocratas, tributeiros, tropas e escoltas, beleguias, fiscais e espiões, para esmerilhar, devassar, arrecadar, intrigar, punir, taxar, achar sonegações, desleixos, contrabandos ou extravios do ouro e os diamantes, e que intimavam sombriamente o poder do Estado, o permanente perigo, àquela gente vigiadíssima, que cedo teve de aprender a esconder-se. Sua honesta astúcia meandrosa, de regato serrano, de mestres na resistência passiva. Seu vezo inibido, de homens aprisionados nas manhãs nebulosas e noites nevoentas de cidades tristes, entre a religião e a regra coletiva, austeras, homens de alma encapotada, posto que urbanos e polidos. Sua carta de menos. Seu fio de barba. Sua arte de firmeza.

Fonte Revista Prosa Verso e Arte

quarta-feira, 20 de março de 2019

A cultura do povo Kalunga e as cachoeiras de Teresina de Goiás - Chapada dos Veadeiros


Não deixe que a pouca idade de Teresina de Goiás te engane: apesar de ter menos de 50 anos, a cidade esbanja história e cultura. O município mais novo da Chapada dos Veadeiros possui a riqueza cultural das comunidades Kalunga, belezas naturais de encher os olhos e 17 cachoeiras à disposição dos turistas. E para aqueles que sempre estão em busca de novidades, saibam que existe um novo horizonte pronto para ser explorado do outro lado da Chapada dos Veadeiros.


Teresina é considerada a capital do Caju, e esconde tesouros naturais de tirar o fôlego; com cachoeiras e rios cristalinos bem próximos um aos outros, ainda há locais escondidos pela serra e desconhecidos pelos visitantes da Chapada.
Quer saber um pouquinho mais? Confira:


A maior comunidade de remanescentes quilombos do Brasil vive por lá. É interessante ressaltar que essa é uma comunidade que construiu a sua cultura ao longo de quase 300 anos de isolamento (que foi uma maneira do povo Kalunga de encontrar a liberdade). Até 1982 não havia um levantamento sobre sua sociedade – que só teve seu valor reconhecido pela antropóloga Mari Baiocchi.


A cachoeira mais famosa e visitada é a do Poço Encantado. Com uma belíssima queda d’água cristalina, ela é cercada por uma vegetação exuberante e muito bem conservada. O Poço Encantado tem aproximadamente 38 metros de altura, e o poço da cachoeira tem 50 metros de diâmetro – formando uma deliciosa piscina natural.




Principais eventos: Folia de Santos Reis (janeiro); Festa de São Lázaro (fevereiro); Reza de São José (março); Folia do Divino Pai Eterno (junho); Festa de São João Batista (junho); Romaria de Nossa Senhora da Abadia (agosto); Folia de Santa Teresinha (setembro); Festa Nossa Senhora do Livramento (outubro); Festa do Caju (novembro); Festa de Santa Luzia (dezembro).



CAT Teresina de Goiás: (62) 3467-1140

Site da Prefeitura: Teresina de Goiás

Fonte http://www.curtamais.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Rock Rural do Cerrado - Ray Titto e Os Calabares



Nossas canções falam do povo da América do Sul de forma universal, o que é comum a toda alma e experiência humana. Os campos verdes, seus pastos, o caminho das águas do degelo da Cordilheira dos Andes, das canoas que descem o rio Amazonas trazendo esperança e dor de todos os povos originários, numa galeria de ícones latinos que enlaçam o conceito do show em escaldantes ritmos ou num avermelhado por do sol.

"Tambor solitário
Bandido, perdido, rebanho e pastor
Huapango, a milonga, o tango, a catira
O punhal e o facão
A viola de cocho, o charango, a guitarra
E um bandoneon
O fuzil, a pistola
E uma granada en mi corazón..."

Trecho música "Gringo!"

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Rancho 735 Estrela do Dia - Ray Titto e Os Calabares



O Rancho 735 Estrela do Dia fica situado no Lago Oeste, às margens da DF 001 e do Parque Nacional, na região rural de Sobradinho, a 40 quilômetros aproximadamente da Torre de TV e está em pleno andamento da sua jornada rumo a se tornar um Centro de Treinamento Equestre e de convivência dos amantes das coisas do campo.

Culturalmente, gastronomia e música são fortes aliados nesta interação. Acreditando nisto, o primeiro evento do ano no Rancho será no dia 25 de maio próximo, com a Festa 735 Country, que terá a atração musical ao vivo de Ray Titto e seus Calabares, tocando o puro Country e músicas de raiz brasileiras com levadas do interior, que encantam gerações.

Serviremos à americana, um picadinho bem temperado de Fraldinha, batida na ponta da faca, feijão preto gaúcho, preparados em panelas de ferro fundido e no fogo de chão, arroz branco e salada. Tudo com os melhores ingredientes. Para arrematar, doce de leite com queijo.

Preço por pessoa: R$ 72,00 pagos quando da reserva e por intermédio de TED ou transferência bancária. Até 20 dias antes do evento, devolveremos o pagamento em caso de desistência.
Bebidas serão vendidas à parte e cobraremos Rolha de R$ 60,00 para os que quiserem levar whisky e vinhos da sua preferência.

Carta de bebidas:

Cervejas Long Neck Heineken e Budwhiser
Vinho tinto Carmenere
Vinho Branco
Refrigerante Coca Cola em lata Original e Sem Açúcar
Água Mineral com e sem gás.

* sucos poderão ser solicitados via e-mail pelo nosso site www.rancho735estreladodia.com.br ou in box pelo Facebook.
** Para o pagamento do consumo das bebidas, somente estaremos aceitando cartões de crédito/débito com CHIP, da VISA, MASTERCARD e ELO.

Para os que desejarem curtir a noite, beber e não dirigir, uma opção é a organização de grupos com os interessados em fretar vans para o deslocamento até o local e seu retorno. No entanto, o Rancho se compromete somente a divulgar os nomes dos interessados, via grupo específico de WhatsApp, ficando sob responsabilidade o contato, a contratação e o pagamento deste transporte pelos seus integrantes.

Confira no Facebook ou no www.rancho735estreladodia.com.br filmagens e fotos dos eventos anteriores realizados.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Escorpião. Uma ameaça para as grandes cidades

              ESCORPIÃO AMARELO VENENOSO (TITYUS SERRULATUS) (FOTO: FLICKR/JOSÉ ROBERTO PERUCA/CREATIVE COMMONS)

                     Infestação de escorpiões no Brasil pode ser imparável, diz pesquisador

"Moro em São Paulo, a maior cidade do Brasil, que abriga cerca de 12 milhões de pessoas – 20 milhões se você contar os arredores, que estão espalhados há três décadas.

Isso faz com que seja um bom lugar para observar o fenômeno que eu pesquiso: problemas sociais complexos. Na vida acadêmica, esse conceito refere-se a problemas como corrupção, crime e trânsito – problemas que, na prática, não podem ser resolvidos. Eles devem ser simplesmente mitigados ou gerenciados.
São Paulo é uma cidade densa, com escassos espaços verdes e pouca ou nenhuma vida animal – sem esquilos, sem guaxinins, nem mesmo muitos pássaros. Então fiquei surpreso quando, em janeiro, soube que os escorpiões haviam infestado meu bairro.

Acontece que pessoas do outro lado da cidade e do estado de São Paulo estavam tendo o mesmo problema com esses perigosos e venenosos insetos. Em todo o estado, picadas de escorpião triplicaram nas últimas duas décadas.

Quatro tipos de escorpião vivem em todo o Brasil, mas historicamente apenas em áreas rurais. Os moradores de São Paulo são urbanos. Nós conquistamos a natureza – ou assim pensamos.

Escorpiões urbanos do Brasil
A infestação de escorpião no Brasil é o exemplo perfeito de como a vida moderna se tornou imprevisível. É uma característica do que nós, no complexo campo de problemas, chamamos de um mundo “VUCA” (na sigla em inglês) – um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo, do México à Rússia, vivem com escorpiões, que geralmente preferem habitats quentes e secos.

Mas as cidades brasileiras também fornecem um excelente habitat para os escorpiões, dizem os especialistas. Elas oferecem abrigo em redes de esgoto, muita água e comida no lixo que não é recolhido, e não há predadores naturais.

Escorpiões, como as baratas que eles comem, são uma espécie incrivelmente adaptável. Como o clima no Brasil fica mais quente devido às mudanças climáticas, os escorpiões estão se espalhando por todo o país – inclusive nos estados sulistas mais frios que raramente, ou nunca, tiveram relatos de escorpiões antes deste milênio.

O número de pessoas picadas por escorpiões em todo o Brasil aumentou de 12 mil em 2000 para 140 mil no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde.

A maioria das picadas de escorpião é extremamente dolorosa, mas não fatal. Para as crianças, no entanto, elas são perigosas e requerem atenção médica urgente. Oitenta e oito pessoas morreram de feridas em 2017, segundo o jornal O Globo, destacando a falta de atendimento médico adequado disponível em pequenas cidades. Muitos dos mortos são crianças.

Em Americana, uma cidade com cerca de 200 mil habitantes no estado de São Paulo, equipes que realizam buscas noturnas por escorpiões capturaram mais de 13 mil no ano passado – isso é o equivalente a um escorpião para cada 15 pessoas.

Pior ainda, a espécie que aterroriza os brasileiros é o perigoso escorpião amarelo, ou Tityus serrulatus. Ele se reproduz por meio do milagre da partenogênese, significando que um escorpião feminino simplesmente gera cópias de si mesma duas vezes por ano – nenhuma participação masculina é necessária.

Cada instância da reprodução partenogenética pode gerar 20 a 30 filhotes de escorpião. Embora a maioria morra em seus primeiros dias e semanas de vida, livrar as cidades brasileiras de escorpiões seria uma tarefa hercúlea, se não totalmente impossível.
...Temo que os escorpiões amarelos venenosos tenham reivindicado seu lugar ao lado de crimes violentos, tráfico brutal e outros problemas crônicos com os quais os urbanitas no Brasil precisam lidar diariamente."

Hamilton Coimbra Carvalho é pesquisador em Problemas Sociais Complexos, na Universidade de São Paulo (USP). Este artigo foi escrito em inglês e originalmente publicado no The Conversation.