quinta-feira, 4 de abril de 2019
Ray Titto, um banquinho e um violão.
Ray Titto e Os Calabares.
Bar Brahma, dias atrás.
#musicabrasileira
#musical
#musicafolk
#musiclover
#folk
#musicians
#musiclife
#ciranda
#liadeitamaraca
#ciranda
#cirandeiro
#cantante
#folclore
#musicismylife
#musicbrazil
#brazilianmusic
#itamaraca
#musicadepraia
#song
#musicalatina
#milonga
#milonguero
#guitarrero
#violãobrasileiro
#guitarralatina
quarta-feira, 3 de abril de 2019
A dona da ciranda, Lia de Itamaracá
Aos 75 anos, completados em 12 de janeiro deste ano de 2019, Lia de Itamaracá começou a gravar o quarto álbum de discografia espaçada iniciada em 1977 com a edição do LP A rainha da ciranda.
A cantora e compositora pernambucana entrou em estúdio nesta primeira semana de abril, no Recife (PE), para pôr voz em músicas do disco produzido pelo DJ Dolores. Essencialmente inédito, o repertório é formado por músicas como Companheiro da solidão.
O álbum é o primeiro de Maria Madalena Correia do Nascimento – nome de batismo dessa artista nascida em 1944 – desde Ciranda de ritmos(2008). Yuri Queiroga, Lucas dos Prazeres e Benke Teixeira participam do disco.
Para quem não liga o nome à música, Lia de Itamaracá é artista identificada primordialmente com a ciranda, como explicitam os títulos dos discos da cantora. Além deste ritmo associado à dança e às águas de Pernambuco (em especial às da Ilha de Itamaracá), a artista também costuma dar voz a cocos e maracatus.
#musicabrasileira
#musical
#musicafolk
#musiclover
#folk
#musicians
#musiclife
#ciranda
#liadeitamaraca
#ciranda
#cirandeira
#musicadeciranda
#folclore
#musicismylife
#musicbrazil
#brazilianmusic
#itamaraca
#musicadepraia
#song
#musicalatina
terça-feira, 2 de abril de 2019
A Cigarra Cantadeira do Cerrado - Cora Coralina
Cigarra cantadeira e formiga diligente
Que tenho sido, senão cigarra cantadeira e formiga diligente
desse longo estio que se chama vida…
Meus doces, meus tachos de cobre…
Meus Anjos da Guarda, veladores e certos.
Radarzinho… Meus fantasmas familiares, meus romanceados
de permeio à venda dos dos doces.
Antes, lá longe, no passado, parindo filhos e criando filhos
e plantando roseiras, lírios e palmas, avencas e palmeiras,
em Jaboticabal, terra do meu aprendizado de viver.
terra de meus filhos.
Minha gente de Jaboticabal. Meus Anjo da Guarda, Radarzinho,
atento ao tacho, tangendo as abelhas que se danavam nos meus doces,
dando aviso certo na hora certa. De outas me apagando o fogo,
um modo de ajudar que só Radarzinho sabia. Em outros tempos, muito antes
tinha já plantado um vintém de cobre que regava com amor
na esperança de haver crias. Porção de vinténs
correndo para Aninha.
Meus fantasmas familiares do porão da Casa Velha da Ponte.
A todos, tantos, agradeço neste livro de vintém o auxílio, a alegria
que me deram o prazer daqueles que me ouviam contas estas estorinhas,
romances de um menininha que plantou num canteiro sombreado,
milho, arroz, e alpiste.
E o irmão pequeno tinha uma caminhãozinho de brinquedo,
e enquanto a roça crescia, o menino crescia
e ele enchia o caminhão daquela lavoura crescida no sonho da menina
que ia descarregar na máquina de seu Pinho, ali mesmo,
e volta cheio de moedas e notas de cinco mil réis.
Aonde anda a menina Célia, minha neta, que gostava de ouvir contar estórias repetidas com repetição sem fim?
Célia, a vida, você no passado, no presente e no futuro,
ela será sempre pra mim aquela que um dia ofereceu suas economias de criança para me ajudar na publicação de um livro…
– Cora Coralina, no livro “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”, 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 64-65.
§
Confissões partidas
Quisera eu ser dona, mandante da verdade inteira e nua,
que nua, consta a sabedoria popular, está ela no fundo de um poço fundo,
e sua irmã mentira foi a que ficou em cima beradiando.
Quem dera a mim esse poder, desfaçatez, coragem de dizer verdades…
Quem as tem? Só louco varrido que perdeu o controle das conveniências.
Conveniências… palavras assim de convênio, de todos combinados,
força poderosa, recriando a coragem, encabrestando a vontade.
Conveniência… irmã gêmea do preconceito, encangados os dois,
puxando a carroça pesada das meias verdades.
Confissões pela metade…
Quem sou eu para as fazer completas?
Reservas profundas, meus reservatórios secretos, complexos,
fechados, ermos, compromissos íntimos e preconceitos vigentes, arraigados.
Algemas mentais, e tolhida, prisioneira, incapaz de despedaçar a rede
onde se debate o escamado da verdade…
Qual aquele que em juízo são, destemeroso dos medos
para dizer mais do que as meias dissimuladas, esparsas?
A gente tem medo dos vivos e medo dos mortos.
Medo da gente mesmo.
Nossas covardias retardadas e presentes.
Assim foi, assim será.
– Cora Coralina, no livro “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”, 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 146.
§
Meu melhor livro de leitura
Estas estorinhas, sem princípio nem fim.
Estórias de Carochinha, edição antiga, desenho antigo, preto e branco.
Meus filhos, meus sobrinhos, meus netos… Minha descendência tão linda e sadia, minhas raízes ancestrais, minha cidade.
Meu rio Vermelho debaixo da janela, janelas da vida, meu Ipê florido, vitalizado pelo emocional de Clarice Dias.
Minha pedra morena. Minha pedra mãe. Quem assentará você sobre o meu túmulo no meu retorno às origens de todas as origens?
Minha volta ao mundo na lei de Kardec…
Vou reviver na menina Georgina.
Estarei presente no meu dicionário, meu livro de amor que tanto me ensinou e corrigiu.
Minhas estórias de Carochinha, meu melhor livro de leitura, capa escura, parda, dura, desenhos preto e branco.
Eu me identificava com as estórias.
Fui Maria e Joãozinho perdidos na floresta.
Fui a Bela Adormecida no Bosque.
Fui Pele de Burro. Fui companheira de Pequeno Polegar e viajei com o Gato de Sete Botas. Morei com os anõezinhos.
Fui a Gata Borralheira que perdeu o sapatinho de cristal na correria da volta, sempre à espera do príncipe encantado, desencantada de tantos sonhos nos reinos da minha cidade.
Mãe Didi… Por onde vão os rumos de meus pensamentos, sempre presente minha madrinha fada.
Eu a vejo em Mãe Didi.
Tia Nhorita, Didinha, seus farnéis inesgotáveis de bondade, de biscoito e brevidades, sustentando Aninha, desamada, abobada e feia, caso perdido, pensavam todos.
O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.
Caminhando e semeando, no fim, terás o que colher.
– Cora Coralina, no livro “Vintém de cobre: meias confissões de Aninha”, 6ª ed., São Paulo: Global Editora, 1997, p. 62-63.
Ray Titto e Os Calabares no Lago Oeste!
O Rancho 735 Estrela do Dia fica situado no Lago Oeste, às margens da DF 001 e do Parque Nacional, na região rural de Sobradinho.
domingo, 31 de março de 2019
As guardiãs da Floresta.
Odisha
O mangue protegeu as pessoas do ciclone e foi então que eles perceberam que tinham uma obrigação moral de cuidar desta floresta. A tarefa de vigiar, portanto, ficou para as mulheres. Charulata Biswal – de 52 anos, é uma destas mulheres e todos os dias se lembra o motivo que a fez estar ali: “Percebemos que foi por causa da floresta sobrevivente que ainda estávamos vivos. Por isso nos comprometemos a proteger a floresta em troca e restaurar a biodiversidade”.
Fortes e determinadas a proteger este patrimônio natural, elas garantem que seus assobios e olhares severos, fazem os lenhadores irem embora sem questionar, afinal, eles também sabem que estão errados. No fundo eles sabem. “Nós nos espalhamos pelas florestas e sopramos assobios.Qualquer um com a intenção de prejudicar a biodiversidade local foge ao ouvir nosso assobio e bater nossas varas nos troncos das árvores“.
Por
Gabriela Glette
Gabriela Glette
Adidas - 11 milhões de tênis com plásticos retirados dos oceanos.
Segundo dados divulgados pela ONU, 80% de todo o lixo marinho é composto por plástico e a estimativa é que em 2050 a quantidade de resíduos plásticos na água supere a de peixes. Lutando contra este terrível cenário, a Adidas se comprometeu a produzir 11 milhões de tênis com plásticos retirados dos oceanos.
Porém, além de calçados, a Adidas também está em parceria com estilistas como Stella McCartney para criar roupas esportivas sustentáveis. Os esforços, entretanto, não estão concentrados apenas no produto final, já que a empresa também se preocupa com a fase de produção, utilizando materiais sustentáveis e empenhados em reduzir as emissões de CO2 e a prevenção de resíduos.
Por
Gabriela Glette
Por
Gabriela Glette
sexta-feira, 22 de março de 2019
As águas do Velho Chico já estão imprópria para uso da população.
Resíduos de Brumadinho já matam os peixes do rio São Francisco
Dados da Fundação S.O.S. Mata Atlântica mostram que alguns trechos do Velho Chico já estão com água imprópria para uso da população.
Concentração de ferro, manganês, cromo e cobre estão acima dos limites permitidos por lei.
"Depois de percorrer 120 quilômetros no Alto São Francisco com pescadores locais, observamos muitos trechos com perda de fauna aquática. As aves também desapareceram do entorno", lamenta a pesquisadora Malu Ribeiro, assessora da S.O.S. Mata Atlântica especialista em água.
Assinar:
Comentários (Atom)











